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INFLUÊNCIAS





Acreditem, as músicas que ouvimos influenciam as nossas decisões.

A musicalidade é importante ao ponto de alguns profissionais da saúde utilizá-la para fins terapêuticos. É o caso da musicoterapia, eficaz para o desenvolvimento físico, mental e cognitivo. Sinteticamente a atividade se aplica as pessoas que buscam a resocialização, habilitação, autonomia, dentre outros fins psicomotores. A musicoterapia pode ser efetivada pela audição, onde o paciente ouve as músicas com ajuda de um profissional especifico da área da saúde. Ou ele mesmo pode manusear os instrumentos, tocando-o com finalidades terapêuticas. Sendo que no dia 15 de setembro é comemorado o dia do musicoterapeuta.

“Quem canta seus males espanta” diz o ditado popular que fundamenta a nossa argumentação das benesses musicais. “Quem canta reza duas vezes” orienta a mística cristã. “Canta canta, minha gente/ Deixa tristeza prá lá/ Canta forte, canta alto/ Que a vida vai melhorar” essa composição de Martinho da Vila expressa os prazeres existenciais para quem entoa melodias.

Partilho que na minha infância queria ser motorista de caminhão, por ouvir a música, Caminhoneiro, composta por Erasmo e Roberto Carlos e interpretada brilhantemente pelo último artista. Ela foi um hino pessoal. “Todo dia quando eu pego a estrada/ Quase sempre é madrugada/ E meu amor aumenta mais”. O amor pela vida na estrada aumentava gradativamente.

Morava num bairro rural e ia para escola de microônibus, eu sentava nos primeiros bancos para ver o motorista dirigindo e ficava encantado com as manobras, imaginando um dia ocupar tal ofício.

Chegava à minha casa, pegava uma tampa de panela grande da cozinha e, andava pelos pastos e cafezais simulando estar dirigindo um caminhão. Quase sempre ia cantarolando. “Já rodei o meu país inteiro/ E como bom caminhoneiro/ Peguei chuva e cerração/ Quando chove o limpador desliza/ Vai e vem o pára-brisa/ Bate igual meu coração”. Esse era o meu grande sonho, rodar o Brasil inteiro na boleia de um caminhão.

Não me tornei caminhoneiro, pois, no percurso da estrada da vida outras paixões me atraíram. Mas, essa música foi um grande norte na minha memorável infância. E quando a ouço me emociono e revivo aqueles tempos.

Algumas músicas marcam períodos das nossas vidas e fazem parte do nosso patrimônio memorial. Muitos lembram: quando beijei a pessoa amada estava tocando determinada música. Ao receber aquela notícia triste tocava no rádio aquela melodia. E tantos outros momentos marcados pela sonoridade musical.

Todos são livres para ouvir o gênero musical que desejar. Mas, cuidado com as músicas de apologias aos crimes, drogas ou libertinagens. Isso não é moralismo. E sim preocupação com um assunto que influencia muita a nossa forma de pensar e agir. Ouça música que lhe edifique e proporcione bem estar!

Exercite a audição agora. Se isole num local que você não seja incomodado. Se possível apague as luzes e feche as janelas e cortinas. Deite ou sente-se confortavelmente. Ligue o som com a música ou seleção preferida. Enquanto ouve, divague na imaginação. Boa recordação...








Márcio Alexandre da Silva
Professor de filosofia, morador da Vila Prudencina - Assis - SP
marciobressane@hotmail.com




















































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