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POLÍTICA LOCAL
Lei da “FICHA LIMPA” do funcionalismo público comissionado é arquivada.



O projeto de Lei 068/2011 de autoria do vereador Ricardo Pinheiro Santana, PSDB, que disciplina nomeações, designação e contratações em cargos comissionados foi objeto de ampla discussão na Câmara Municipal de Assis, na última sessão ordinária, dia 29 de agosto.

Uma propositura que teria condições para ser modelo para outros municípios e até mesmo estados teve parecer contrário emitido pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

O vereador Célio Francisco Diniz, PTB, representado a Comissão disse que mesmo com a importância do projeto ele pode ser classificado como inconstitucional, pois, fere a “livre nomeações do chefe do executivo”. O próprio doutor Ézio não poderia assumira cargo comissionado se a lei for aprovada, já que é público que ele (prefeito) já foi condenado em 2ª instância exemplificou Diniz. “Não podemos penalizar pessoas boas” conclui o petebista.

Márcio Aparecido Martins, Márcio Veterinário, DEM, colaborou. “Acho temeroso. Isso vai se refletir na vida de muitos funcionários”.

O autor do projeto disse que respeitava o parecer da comissão, mas, discordava de algumas incompreensões, pois, ele estava apenas estabelecendo critérios, afinal. “Temos que fazer algo para mudar” e a lei atingiria quem tivesse cometido: “crimes específicos, improbidades administrativas e crime contra o patrimônio público” defendeu Pinheiro.

O vereador João Antônio Binato Junior, Kiko Binato, PTB, disse. “A aprovação de tal projeto nos credencia perante a comunidade.” Definitivamente. “Confesso que quando li esse projeto, externei que seria favorável”. “A iniciativa é importante. Pois, precisamos moralizar a administração pública” recomendou Kiko Binato.

O vereador José Aparecido Fernandes, PT, rememorou que em 2011 foi votado o projeto contra o nepotismo e o João Rosa era exímio defensor, por fim. “O ex-vereador e atual vice-prefeito transformou seu meu melhor amigo em vítima” se referindo ao ex-secretário Saulo Ferreira. Sugiro mais tempo para discutir esse projeto e o parecer. “Não podemos jogar fora aquilo que é bom. Nem podemos condenar ninguém” tentou convencer Fernandes.

Alindo Alves de Souza, DEM, vocalizou. “A lei do nepotismo foi um tiro no pé” para o político que a desenvolveu.

Ricardo Pinheiro Santana retomou a palavra e foi enfático. “Estou contrariado ao pedido de adiamento”.

“Precisamos melhorar esse projeto” pediu encarecidamente José Fernandes. Arlindo contribuiu. “Pedimos um parecer ao CEPAM (Centro de Estudo e Pesquisa de Administração Municipal)” que orientou que o projeto não deveria prosperar, enfatizou Arlindo do Raio-X.

Nominalmente os parlamentares votaram: Arlindo Alves de Sousa (DEM), Célio Diniz (PTB), Claudecir Martins (PSDB), João da Silva Filho (DEM) e Márcio Martins (DEM) votaram favorável ao parecer o que resultou no arquivamento do projeto. Os contrários foram: Alexandre Vencio (PPS), José Fernandes (PT) e Kiko Binato (PTB), além do próprio autor Ricardo Pinheiro.

Ricardo rebateu. “O CEPAM se equivocou”. “Lamento profundamente” o arquivo do projeto. “Estamos perdendo a oportunidade de dar exemplo. Na verdade perdemos” lastimou Pinheiro.

Arlindo declarou. “Penso eu, que esse projeto deveria ter vindo do executivo” eximiu. Ricardo colaborou novamente. “Moralidade é a palavra da vez”.

Vereador Claudecir Rodrigues Martins, Gordinho da Farmácia, PSDB, disse. “Perdeu-se a chance” o parecer era bom. “Na próxima oportunidade quem sabe” conclui Gordinho.

A impressão é que os vereadores foram vítimas e traídos pelo regimento. Pois, muitos se deram conta que arquivaria o projeto depois da votação vitoriosa a favor do parecer. Prova disso é que a sessão foi suspensa para consulta do jurídico.

A verdade é que se perdeu a oportunidade grandiosa de dar mais credibilidade a administração pública municipal.






Márcio Alexandre da Silva
Professor de filosofia, morador da Vila Prudencina - Assis - SP
marciobressane@hotmail.com




















































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