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Corrigir com amor é reconstruir a família,
a comunidade...

23TCA2011Mt 18,15-20





1°. “Corrigir o irmão que peca contra nós".
A comunidade não pode aceitar qualquer erro das pessoas , mas ela deve crescer no amor e na verdade.
Quando alguém nos ofende a primeira coisa a fazer não é julgar, virar as costas, não falar mais com a pessoa ou o excluí-la da nossa amizade, mas perdoar para continuar a amar.
Para Jesus cada membro da comunidade é importante. Se se perde um a comunidade, como o bom Pastor larga os 99 justos e vai atrás da ovelha perdida.
Ao corrigir alguém devemos estar preparados a também aceitar a correção.

2°. Corrigir os filhos
Renunciar sistematicamente de corrigir é um dos piores serviços que podemos fazer com os filhos,
sobretudo quando se tem medo de se tornar antipático ou perder o filho ou filha.
Hoje em dia na educação dos filhos permite-se tudo ou alguma coisa ou nada. Os filhos já querem tudo e isso deixa os pais confusos com a educação que tiveram onde havia mais rigor. Percebem que o mundo atual não parte de valores, mas de exigências que entraram na família através dos MCS (Meios de Comunicação Social). Daí não se sabe mais o que corrigir e menos ainda se sabe, se corrigindo, estamos fazendo um bem para os filhos ou um estrago, porque uns entendem e aguardam deixando para mais tarde o que querem enquanto outros não querem entender e aí começa dentro das famílias um verdadeiro enfrentamento. Tinha razão aquela professora de Madrid quando escreveu: somos a última geração que obedeceu aos pais e somos a primeira geração que obedecemos aos filhos e temos medo deles (pag. 2). Muitos pais cansaram de corrigir os filhos e por isso deixaram o barco correr sem rumo porque os filhos não sabem ainda o que é disciplinar-se e os pais não querem estressar demais os filhos. O problema é que queremos evitar que os filhos cometam qualquer erro enjaulando-os e ajudando-os com a força dos valores do nosso tempo a evitar todo tipo de mal. Temos medo que errem e por isso erramos com por causa deles. Uma educação sem liberdade não consegue resultados para o futuro, mas só para o presente imediato e com muito mal-estar de ambas as partes.

A correção fraterna, não pode ser uma autodefesa ou uma imposição do passado para o presente e nem simplesmente um ato de acusação. Jesus no evangelho de hoje fala que corrigir é um ato que deve acontecer dentro da comunidade, um ato que parte da verdade e do amor e deve ser gradual e discreto:
> primeiro escutar a pessoa sozinha sem julgá-la ou condená-la. O que é escutar?
* Se já decidi que você errou e está errado, estou escutando?
* Se nunca mudo de opinião, eu estou escutando?
* Se sempre tenho respostas prontas para todas as perguntas stou escutando?...
* Se o meu problema é não perder a amizade por falar a verdade estou realmente educando?.
A verdade não destroi a amizade desde que eu aceite de ser questionado
Não é importante quem vence, quem tem razão... Onde tem alguém que vence tem sempre alguém que perde e quem perde sentir-se-á humilhado e revoltado.
> se não te escutar chama umas testemunhas e se ainda não escutar diga-o à comunidade

Numa história se conta que pediram a um Rabino: “Até quando devo corrigir o meu irmão. E o Rabino respondeu com 4 perguntas: “Quanto tempo precisa para construir uma casa?”. O discípulo respondeu: “Un ano”. “
Quanto tempo precisa para fazer uma árvore? ”. “Cinco anos”. “Quanto tempo precisa para fazer um filho?”. “Quinze anos”. “E quanto tempo precisa para destruir tudo isso?”. “Um instante!”. “Precisamos de tanto tempo para construir, basta um instante para destruir”. A vontade de acertar não justifica os nossos erros.


Constatação Lamentável
Mônica Monasterio (Madri-Espanha)

"Somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos".

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos pais. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e mais poderosas do que nunca.
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito.
Na medida em que o permissivo substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se consideravam bons pais, aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.
Mas, na medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem.
E são os filhos que, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.
Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais,
a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão.
Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca.

Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.




Padre BRUNO BRUGNOLARO
E-mail: bbrunone41@gmail.com





















































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