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FOI DITO, MAS EU VOS DIGO...
6TCA2011Mt.5,17-37



Os mandamentos são a vontade de Deus
Mas com o tempo tornaram-se uma enorme multiplicação de Leis: ao todo 613.
A Lei substituiu Deus. As obras feitas com fidelidade à Lei davam a salvação.
A obediência à Lei substituia o caminho da relação com Deus. O homem tinha a que ver com a Lei, não mais com Deus.
A Tradição do "corban": o 4° mandamento fala do respeito pelos pais. Os filhos devem sustentar os pais, mas se um filho colocasse uma comida ou um dinheiro sobre o altar do Templo e dissesse "corban", (=consagrado a Deus), aquela oferta pertencia a Deus e os pais podiam passar necessidade, mas não era mais deles. Jesus deu à Lei o seu sentido original, a intenção de Deus.

Não mais uma Lei sem amor, mas um amor sem Lei, porque o amor não precisa de leis: ele supera as suas exigências. A Lei não salva, quem salva é Deus pela graça e pela misericórdia a partir da nossa conversão para o Reino de Deus.

Jesus é e revela a plenitude da Lei,
> Não basta abster-se das más ações, mas também das intenções. (ódio inveja).
> Não basta abster-se do adultério, mas também dos desejos de possuir o outro.
> não basta evitar de matar, mas precisa evitar palavras ofensivas.
> não basta evitar a falsidade mas precisa ser sinceros: SIM, SIM, NÃO, NÃO.
> não basta amar os amigos, mas precisa amar os inimigos.
> não basta respeitar a Lei para evitar os castigos é preciso agir com amor.
> não basta ser justo: olho por olho é preciso ser misericordioso e compassivo
> não basta dizer: é fraqueza da carne, é preciso cortar as relações e situações.
> não basta levar a oferta ao altar, é preciso estar em paz com todos.

Procura reconciliar-te com o adversário ainda a caminho do tribunal.
Dois estão indo ao tribunal por uma causa a ser decidida pelo juiz. Um dos dois sabe que está certo e o outro sabe que está errado. Jesus diz: faça um acordo com o adversário no caminho, antes de chegar ao Tribunal.
Quem são os dois que devem chegar a um acordo no caminho antes do julgamento?
Sou eu e Jesus. O julgamento é o dia da morte, é o Julgamento final. A viagem é a nossa vida. Nesta vida, Jesus não é Juiz, mas advogado amigo. Ele e o Espírito são dois advogados que andam conosco para nos defender no Tribunal presidido pelo Pai. No caminho o Espírito tenta nos convencer de pecado. É preciso acordar-se com ele durante o caminho da vida e arrepender-se. É melhor ser julgado agora, durante a vida do que no Julgamento final. Trata-se de reconhecer o nosso pecado.
Confessar-se é acordar-se com Jesus, com o Espírito.
Confessar-se é proclamar a misericórdia de Deus.


Tem pessoas que se confessam por obrigação, por medo do castigo de Deus ou por medo do inferno e outros que não confessam achando que nunca pecaram.

Jesus não é um subversivo. Ele percebe que as tradições andam longe da vontade de Deus e quase sempre são traições. Entre o criador e a criatura deve existir amor, temor, mas não medo do castigo dele ou do inferno.





Padre BRUNO BRUGNOLARO
E-mail: bbrunone41@gmail.com
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Assis - SP





















































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