Os
mandamentos são a vontade de Deus
Mas com o tempo tornaram-se uma enorme multiplicação
de Leis: ao todo 613.
A Lei substituiu Deus. As obras feitas com fidelidade
à Lei davam a salvação.
A obediência à Lei substituia o caminho
da relação com Deus. O homem tinha a
que ver com a Lei, não mais com Deus.
A Tradição do "corban": o
4° mandamento fala do respeito pelos pais. Os
filhos devem sustentar os pais, mas se um filho colocasse
uma comida ou um dinheiro sobre o altar do Templo
e dissesse "corban", (=consagrado a Deus),
aquela oferta pertencia a Deus e os pais podiam passar
necessidade, mas não era mais deles. Jesus
deu à Lei o seu sentido original, a intenção
de Deus.
Não mais uma Lei sem amor, mas um amor sem
Lei, porque o amor não precisa de leis: ele
supera as suas exigências. A Lei não
salva, quem salva é Deus pela graça
e pela misericórdia a partir da nossa conversão
para o Reino de Deus.
Jesus é e revela a plenitude
da Lei,
> Não basta abster-se das más ações,
mas também das intenções. (ódio
inveja).
> Não basta abster-se do adultério,
mas também dos desejos de possuir o outro.
> não basta evitar de matar, mas precisa
evitar palavras ofensivas.
> não basta evitar a falsidade mas precisa
ser sinceros: SIM, SIM, NÃO, NÃO.
> não basta amar os amigos, mas precisa
amar os inimigos.
> não basta respeitar a Lei para evitar
os castigos é preciso agir com amor.
> não basta ser justo: olho por olho é
preciso ser misericordioso e compassivo
> não basta dizer: é fraqueza da
carne, é preciso cortar as relações
e situações.
> não basta levar a oferta ao altar, é
preciso estar em paz com todos.
Procura reconciliar-te
com o adversário ainda a caminho do tribunal.
Dois estão indo ao tribunal por uma causa a
ser decidida pelo juiz. Um dos dois sabe que está
certo e o outro sabe que está errado. Jesus
diz: faça um acordo com o adversário
no caminho, antes de chegar ao Tribunal.
Quem são os dois que devem chegar a um acordo
no caminho antes do julgamento?
Sou eu e Jesus. O julgamento é o dia da morte,
é o Julgamento final. A viagem é a nossa
vida. Nesta vida, Jesus não é Juiz,
mas advogado amigo. Ele e o Espírito são
dois advogados que andam conosco para nos defender
no Tribunal presidido pelo Pai. No caminho o Espírito
tenta nos convencer de pecado. É preciso acordar-se
com ele durante o caminho da vida e arrepender-se.
É melhor ser julgado agora, durante a vida
do que no Julgamento final. Trata-se de reconhecer
o nosso pecado.
Confessar-se é acordar-se com Jesus,
com o Espírito.
Confessar-se é proclamar a misericórdia
de Deus.
Tem pessoas que se confessam por obrigação,
por medo do castigo de Deus ou por medo do inferno
e outros que não confessam achando que nunca
pecaram.
Jesus não é um subversivo. Ele
percebe que as tradições andam longe
da vontade de Deus e quase sempre são traições.
Entre o criador e a criatura deve existir amor, temor,
mas não medo do castigo dele ou do inferno.
Padre BRUNO BRUGNOLARO
E-mail: bbrunone41@gmail.com
Paróquia São Vicente de Paulo - Praça
Dom José Maritano - V. Xavier
Assis - SP
|