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TRIGO E JOIO...JUNTOS
16TCA2011Mt 13,24-43






A paciência de Deus: esperar o momento da maturidade (juizo final)
Não cabe a nós ter que separar o grão bom do joio: este é direito de Deus.
O joio não deve ser arrancado, eliminado, mas deixado crescer, para que ele também tenha a chance de mudar e tornar-se trigo.
O agir de Deus é bem diferente do nosso que é feito de intolerância e rigidez.
Crescer juntos. Não é fácil ter em casa um pai que bebe ou um irmão que rouba para pagar dívidas por causa da droga e ter paciência ou ser como aquela mãe que vendeu o que tinha para pagar uma dívida do filho, ameaçado de morte. Aos tempos de Jesus havia:
> os Fariseus, que pretendiam serem santos vivendo separados dos pecadores.
> haviam grupos que deixavam a cidade para viverem no deserto uma vida pura. (Essênios)
> João Batista anunciava que o Messias teria separado o grão da palha (Mt 3,12).
> Quando Jesus veio disse: ainda não.
> Jesus não anda separado dos pecadores, sendo centro de críticas impiedosas dos Fariseus: anda,conversa e come com os pecadores, não os abandona mas os perdoa.
Quem semeou no campo da nossa vida?
No campo da nossa vida tem semente boa e joio, quem os semeou?
Muita gente fez isso e continua fazendo-o.
Nossos pais que sempre gostaram muito de nós além de coisas boas semearam também seus medos, suas ansiedades, suas inseguranças, incapacidade de arriscar.
Além dos nossos pais, outras pessoas semearam em nós: nossos professores, nossos vizinhos, amigos e inimigos, sacerdotes, irmãs religiosas, os programas de TV, o meio ambiente, a moda e o modismo, a Internet, às vezes com cara de Infernet, as más companhias, os drogados, os viciados, os ignorantes, os que vivem se valores...
Apesar de tudo isso devemos aceitar este nosso campo do jeito que está, mas ao mesmo tempo agir em vista de uma grande mudança, transformação e conversão.
Não devemos dividir o mundo em bons e ruins.
Não temos nenhum direito de nos dividir entre perfeitos e imperfeitos porque todos precisamos uns dos outros.
Vejam esta história: "Um dia o diabo quis competir com Deus criando o homem perfeito.
Mas depois de tê-lo criado olhou bem para ele e começou a desconfiar de alguma coisa. Tinha os olhos e podia ver coisas escandalosas e feias. "Que perigo", disse ele e os arrancou para não pecar com os olhos. Mas tinha as mãos que poderia utilizar para brigar ou matar. "Que perigo" pensou o diabo, melhor sem as mãos e lhas tirou. Depois percebeu que o homem tinha a mente e com a mente podia tornar-se cruel, mentir, enganar.
Por segurança lhe tirou a mente junto com tudo aquilo que podia ter na cabeça porque nunca se sabe o que poderia aprontar.
No fim percebeu que o homem tinha um coração. Convenceu-se ser esse o perigo maior.
"Um coração!? Com o coração poderia entregar-se às paixões desenfreadas, entregar-se à ira, ou apaixonar-se por pessoas erradas, ou amar de uma forma perversa. O coração é perigoso demais. Aí o diabo pensou que para o bem do homem deveria tirar também o coração". Ficou um homem finalmente perfeito, porém o diabo percebeu que o homem era reduzido a nada e que para salva-lo o tinha matado.
Moral da história: não precisa eliminar os inimigos, mas achar os verdadeiros amigos.





Padre BRUNO BRUGNOLARO
E-mail: bbrunone41@gmail.com





















































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