Congregação
Mariana
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Congregação Mariana é uma associação
pública de leigos católicos. Constitui-se
de grupos de cristãos católicos que
buscam seguir a Jesus Cristo e têm uma devoção
especial a Nossa Senhora. Sua meta é a santidade
pessoal. Em Assis/SP a Congregação Mariana
está ligada à Catedral,
História
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As Congregações Marianas tiveram início
em 1563, quando o jesuíta Pe. Jean Leunis começou,
entre os alunos do Colégio Romano, em Roma,
um sodalício cujos membros se distinguiam por
uma vida cristã e mariana fervorosa e pela
prática de diversas formas de apostolado. Enquanto
as Congregações Marianas se espalhavam
rapidamente pelo mundo, sobretudo nos Colégios
da Companhia de Jesus, a Congregação
Mariana do Colégio Romano foi erigida canonicamente,
em 1584, pela Bula "Omnipotentis Dei" do
Papa Gregório XIII, com o título de
Prima Primaria. A ela passaram a ser agregadas até
1967, as diversas Congregações de todas
as partes do mundo, as quais podiam participar dos
mesmos benefícios espirituais que lhe haviam
sido concedidos pela Sé Apostólica.
Em 1748, com a Bula Áurea "Gloriosae Dominae",
o Papa Bento XIV enriqueceu as Congregações
Marianas com especiais privilégios. Mesmo após
a supressão da Companhia de Jesus em todo o
mundo, as Congregações Marianas continuaram
a existir, confirmadas em 1773 pelo Breve "Commendatissimum"
do Papa Clemente XIV. Em 1948, no segundo centenário
da Bula "Gloriosae Dominae", o Papa Pio
XII, pela Constituição Apostólica
"Bis Saeculari", deu às Congregações
Marianas o que passou a ser sua Carta Magna.
Em sua longa história, as Congregações
Marianas, como verdadeiras "escolas vivas de
piedade e vida cristã operante" (BS, 16;
ver também BS, 12), deram, até o presente,
à Igreja, pelo menos 62 santos canonizados
e 46 beatos, 22 fundadores de Institutos Religiosos,
mártires, missionários e leigos de vida
cristã exemplar. De 1567 até agora,
entre os 31 Papas que ocuparam a Cátedra de
São Pedro, 23 eram Congregados Marianos, inclusive
o Papa João Paulo II que, aos 14 anos, foi
membro-fundador de uma Congregação Mariana,
em sua cidade natal.
Congregação Mariana no Brasil
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No Brasil, as Congregações Marianas existiram no período colonial, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus e praticamente desapareceram com a expulsão dos jesuítas, em 1759. Em 1870, foi fundada novamente uma Congregação Mariana, agregada à Prima Primária, em Itu, Estado de São Paulo, e, a partir de então, tiveram elas notável crescimento em todo o País, quer em Paróquias ou em outros ambientes. Em 1927, iniciou-se o movimento federativo com a primeira Federação Estadual, no estado de São Paulo.
Em 1937, criou-se a Confederação Nacional com sede no Rio de Janeiro. Foi o Brasil, nesta época, o líder, em todo o mundo, no número e crescimento de Congregações e Congregados. A mudança, em nível mundial, acontecida em 1967, não deixou de afetar a vida das Congregações Marianas no Brasil. Em 1970, em reunião nacional realizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, foram por elas aceitos os Princípios Gerais, mas decidiu-se manter-se o nome tradicional de Congregação Mariana, aproveitando a liberdade concedida pela Federação Mundial das Comunidades de Vida Cristã, na Assembléia Mundial de 1967.
Em maio de 1988, o Conselho Mundial das Comunidades de Vida Cristã, mantendo o reconhecimento das Congregações Marianas no Brasil, admitiu também a representação, naquele Conselho, das primeiras Comunidades de Vida Cristã que, como tais, já começavam a existir no País. Criou-se assim, uma dupla presença do Brasil naquele Conselho Mundial, através de associações que funcionam completamente independentes uma da outra. Tal situação levou as Congregações Marianas do Brasil, na sua Assembléia Nacional realizada em novembro de 1991, em Aparecida, estado de São Paulo, a aprovar um novo Estatuto da Confederação Nacional, no qual há uma referência explícita a uma Regra de Vida a ser elaborada, a qual, substituindo em âmbito de Brasil, os Princípios Gerais e as Normas Gerais, fizesse das Congregações Marianas do Brasil uma associação religiosa de leigos, autônoma, com a marca característica da devoção mariana, como sempre foram e continuaram sendo no Brasil. Esta decisão teve aprovação do Assistente Eclesiástico Nacional das Congregações Marianas, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Eugênio Sales.
O Congregado Mariano pode ser reconhecido nas reuniões
ou celebrações pela fita que ostenta
em seu peito, da cor azul (cor do Manto de Virgem
Maria), cujas extremidades encerram uma medalha com
a imagem do Nosso Senhor Jesus Cristo de um lado,
de outro a da Mãe Santíssima.
Estatuto
Canônico
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As Congregações Marianas do Brasil são
associações religiosas públicas,
no sentido canônico da palavra, de âmbito
nacional, erigidas pela Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil que lhes aprova a Regra da Vida
(Código de Direito Canônico, c.312 §1°
n 2 e c.314). |